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Depois do fracasso de Minuano e Tchau Radar, Humberto Gessinger decide tomar uma decisão já esperada: trocar, pela quinta vez, a trupe que o acompanha. E como essa decisão foi acertada!
Paulinho Galvão, Bernardo Fonseca e Glaucio Ayala são os responsáveis pela renovação musical e a quebra da apatia que abatia a banda.
O resultado desse encontro foi Surfando Karmas e DNA. Lançado sem muito alarde, pouca propaganda e sem muita espectativa por alguns fãs, o pequeno disco de 38 minutos chama a atenção pelo peso de suas guitarras e o afastamento do pop (muito) comercial que a banda andava fazendo.
O disco guarda algumas supresas. A primeira é a opção de Humberto Gessinger de voltar a tocar guitarra. Não há como comparar o guitarrista Gessinger do novo disco com o de Longe Demais das Capitais. A evolução com o instrumento é incrível. Falando sério, essa troca precisava mesmo acontecer. Se você é fã do Engenheiros como eu, sabe que não dava mais para aguentar os baixos pobres das últimas composições da banda.
Outra supresa é a entrada no repertório da música cover Nunca Mais. Essa música já estava rolando na net há um certo tempo. A versão que entrou no cd ganhou uma produção bem superior que a antiga.
A última e maior supresa, na minha opinião, é a participação do saudoso Carlos Maltz em e-Stória. A letra dessa música conta uma conversa de reencontro entre Gessinger e Maltz, cada um cantando a sua respectiva fala. No final, Humberto canta: "Não me pergunte quem foi Ana/nem o que é trottoir". Uma verdadeira música feita para fãs.
O disco termina com Humberto berrando irado: "Agora eu sei o que nos faz sobreviver". Que bom que ele sabe. Depois da lástima que foi os últimos discos da banda, é bom saber que este novo Engenheiros irá ocupar espaço nobre na minha estante de cds. 19/10/2003
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