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 Disco novo, nova formação e o que antes era um trio, agora é um quinteto. Com a saída de Spike, quem assume o vocal é Janne "JB" Christoffersson que trouxe consigo o baixista Roger Nilson e o tecladista Per Wiberg. Mudança acertada? Aparentemente, sim.
On Fire é o primeiro disco do quinteto e o quinto que leva o nome do Spiritual Beggars. A primeira impressão que temos é que o Spiritual está mesmo viajando pelo tempo e cada vez mais progredindo (temporalmente, pelo menos). Seu segundo álbum, Another Way To Shine, é um soco no estômago e fede (no bom sentido) ao começo dos anos 70. É item indispensável para quem curte sonzeira da boa. De lá pra cá, os Beggars só vem usando referências cada vez mais novas e o novo disco entra de cabeça nos anos 80 (mas ainda deixando o dedão do pé lá no fim da década de 70).
O vocalista JB colabora para essa evolução temporal, com o sua maneira de cantar a la Dio e David Coverdale ele não decepciona quem não conseguia imaginar um substituto para Spike. Aliás, substituto é um termo um pouco pesado para JB carregar. O certo é que o Spiritual Beggars mudou a sua proposta musical com a saída de Spike e é injusto uma comparação com a sua fase trio.
Uma das poucas comparações que podemos fazer é que o grande "quê" do disco ainda continua sendo a guitarra característica de Michael Amott. Mesmo com o virtuosismo lugar-comum dos solos de conjuntos de metal, o ponto alto de Amott continua sendo os riffs que ele dispara sem medo. Mesmo com o riff básico de "Young Man Old Soul" ou com a velocidade de "Street Fighting Saviours", Amott parece não cansar de tocar e o que poderia ser um disco bem sem-graça, já que não apresenta nenhuma novidade musical, é um disco tocado com muita garra e isso sim é o que chama a atenção do ouvinte. Aliás, "Street Fighting Saviours" é a música que abre o disco e a que mais se parece com o disco passado, Ad Astra, só para matar a saudade mesmo.
 O álbum segue com "Killing Time" (fácil de ouvir, representa o auge dos anos 80. O riff quebrado de Amott até que poderia ser usado em sua outra banda, o Arch Enemy. Aliás, é a música com o refrão mais grudento de todo o disco), "Beneath The Skin" (garra, acima de tudo), passa por "Dance Of The Dragon King" (O Savatage mandou lembranças) e cai em "The Lunatic Fringe" (uma bela introdução e uma canção que alterna momentos Black-Sabbath-sem-o-Ozzy com ótimas "paradas-para-descanso". Só ouvindo mesmo).
De resto, sobra um disco bem "pra cima", com referências a Whitesnake, Dio, Savatage, entre outros e ideal para aquela festa porreta com os amigos: som no talo, bagunça na casa, umas meninas, muita conversa fiada e uns goró. 19/10/2003
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