Por um rock mais adulto
Por: Jairo de Souza, Leonardo Damasceno
 
 
Brasília é uma cidade de concreto, dura e seca no meio do cerrado brasileiro. A política que envolve a cidade deixa um cheiro de cinismo no ar. É difícil imaginar que num cenário assim surja o tipo de música que consideramos tradicionalmente Brasileira. A bossa nova precisa da beleza ensolarada e do ar blasé-esnobe que o Rio de Janeiro já teve um dia, e é difícil imaginar o tropicalismo surgindo sem o choque entre Bahia e São Paulo, embalado pela ditadura. É fácil entender porque Brasília deu ao Brasil tanto rock.
O Superquadra é uma banda de rock. Mas é um rock diferente daquele dos Raimundos, ou da Legião Urbana (filhos de Brasília também). É esse rock novo, indefinido, cheio de referências e com muita eletrônica misturada, que tomou conta do cenário independente nesse início de século XXI. A temática do Superquadra é urbana, a cidade é o principal personagem do disco. As músicas narram as desventuras da noite, o sexo, hedonismo, drogas, festas, puro rock. Mas como eu disse, esse rock novo... As músicas são construídas sobre bases eletrônicas, sons eletrônicos pulam e aparecem em perfeita harmonia com a guitarra distorcida e o vocal quase falado, as vezes rasgado, de Cláudio Bull.
Para entender do que se trata, basta escutar as três primeiras faixas de Tropicalismo Minimal*. Em “Atlântico”, faixa de abertura, os blips e blops aparecem de cara, dão espaço para Bull cantar como está longe do Atlântico (Brasília! - na verdade a saudade é de uma mulher...), e levam a um refrão gritado e distorcido. A saudade que ele sente é do sexo dela. A segunda faixa é “DJ Spaceboy”, quase etérea, é formada por barulhinhos. A terceira, “2, 3 Baladas” tem riff stoniano, conta a história de uma garota que tinha o melhor corpo da Asa Sul, e que não se importava com quem voltava para casa.
A banda é herdeira direta do Divine, que existiu entre 93 e 2002 e que lançou um baita disco no final da década de 90. Se você conheceu esse disco do Divine, sabe que a banda já investia na eletrônica, mas de maneira incipiente. O som do Superquadra é tão bom quanto o do Divine, porém mais maduro e coeso. A proposta do Superquadra é fazer um rock mais adulto (dá uma lida na entrevista abaixo), e se fizermos um paralelo com o Divine, basta dizer que o barulho está lá, a temática também, só que o som é mais lento (com o passar do tempo perdemos fôlego...). O barulho está mais para Jesus and Mary Chain do que para Stooges.
O disco possui grandes momentos. Além das três primeiras faixas, vale citar “Raios Ultravioletas” e “Saída Sul”. Essa é a sétima música, o inicio do lado B, por assim dizer, e narra o fim de um relacionamento embalado em instrumentos de sopro, com direito a solo de sax.
A explicação dada para o nome do disco mostra o quanto a banda gosta de Brasília. De açodo com Bull, Brasília é uma cidade tropical, com uma paisagem ensolarada e com arquitetura “estilosa e sintética minimalista”. Essa é uma forma bem positiva de descrever a cidade, mas não é só isso que se escuta no disco. Tropicalismo Minimal funciona como uma homenagem a cidade, mas não excita na hora de ser sujo e cínico. Brasília não vai bem, e apesar do disco não tratar de política, existe um fio de desesperança, melancolia e raiva contida na música do Superquadra, que não nega a sua origem.
 
* Todas as músicas estão disponíveis no site da banda – www.superquadra.com
 
Aproveitamos o lançamento do disco do Superquadra para conversar com o interessantíssimo Cláudio Bull, vocalista da banda. Segue abaixo nossa conversa:
 
Vocês se entitulam rock adulto. Por que tal título?
Bem, este conceito veio do amor que temos por bandas como Afghan Wings, The Auteurs e tantas outras. Além de um trocadilho com a maioridade do rock. Os anos 60 já se vão longe e bandas como Arctic Monkeys está mais para Menudos raivozinhos do que rock visceral adolescente. O sonhou acabou! Tudo virou pop, o que é louvável. Comecei a escutar rock principalmente dos anos 70, como David Bowie, Roxy Music, Brian Eno solo, além de muito krautrock, e não conseguia ver nestas coisas nenhum frescor juvenil, mas uma maturidade divertida e isto sempre me encantou. Além de figuras como Bob Dylan, Lou Reed, Neil Young, Bruce Springsteen, Nick Cave, Leonard Cohen, Jonathan Richman ou Patti Smith que sempre fizeram muito mais a minha cabeça que Beatles e Stones. Gosto muito do cinismo adulto, gosto de maturação. A máxima "quero morrer antes de envelhecer" acabou com o século XX e com o ultraromantismo do rock dos sixties. Atualmente, uma frase como esta está mais para cartilha de agência de modelos do que para uma atitude transgressora que outrora existiu no mundo do rock.
 
Qual outra banda poderia ser enquadrada como rock adulto?
No Brasil, acho que o Prot(o), o Beto Só, acho o Júlio Barroso, o santo padroeiro, o Gang 90. O rock adulto é mais uma atitude diante do rock do que uma estética. Ele coloca uma certa acidez sobre a coisa. Tinha uma música do Divine que se chamava "Que rock você quer que eu ame?" que trabalha bem esta idéia.
 
Qual a idéia por traz o título "Tropicalismo Minimal", título do novo disco da banda?
Adoramos o tropicalismo, o período que vai de 1968 até 1973 para nós é sagrado. É o tempo de ouro da música moderna brasileira. Gosto muito da idéia de tropicalidade, tropical. Por outro lado, Brasilia é uma cidade tropical, mas com uma arquitetura muito estilosa e sintética minimalista. Diante dos meus olhos a cidade se apresenta com toda uma luz e cor tropical envolvendo formas contidas, lineares e bonitas. Brasília tem o tropicalismo da luz cobrindo o minimalismo da forma do do ato de contenção. O nome é uma homenagem poética para uma cidade que amo bastante e, ao mesmo tempo, para um periodo da música brasileira que amo com a mesma intensidade. O disco são flashs contemporâneos da nossa tropicalidade urbana.
 
O disco saiu em SMD (um compact disc mais barato patenteado por Ralf da dupla Christian & Ralf). Depois de tanta polêmica em torno do SMD, é importante perguntar: vale mesmo a pena?
Compensa e muito para mim que sou independente e quero de maneira obstinada divulgar a nossa música. Com este formato é muito mais fácil chegar nas pessoas. Quero que a nossa música seja escutada por muitas pessoas. O preço é barato e para enviar pelo correios idem. É romantismo da minha parte achar que alguém no mundo da internet vai até uma loja comprar discos independentes por 15 ou 20 reais. Agora, nem tudo é maravilha, para vender tem que ser no corpo a corpo, já que nenhuma loja aceita os smds por 5 reais. O disco tem vendido bem pela internet e no corpo a corpo. Só vejo um problema que é o seguinte: o preço do smd aumentou na fábrica, porém a mesma ainda quer colocar o preço de 5 reais na enbalagem ou no próprio smd. Isto deveria ser opcional. Dentro da banda esta atitude da fábrica cria divergência.
 
No disco Superquadra evoca Brasília em suas letras. Até que ponto a cidade pode influenciar no trabalho de uma banda. Se o Superquadra fosse de Sampa, seria diferente a sua sonoridade?
Acho que seria sim! Brasíiia respira música de todos os estilos, além das bandas trocarem muitas informações. Por outro lado, existe uma cena eletrônica muito expressiva. A cidade em si ajuda muito. Na sua existência de quarenta e poucos anos, o que a cidade produziu foi música pop ou rock, como você queria chamar. Não tenho uma tradição de maracatu, samba, morro, garota de ipanema, ser cartão postal do Brasil ou ser uma Nova Iorque ou a megalópole dos trópicos como São Paulo, como cultura para sustentar. Acho muito dificíl uma banda como os Los Hermanos aparecer em Brasília ou mesmo um banda modernete como o CSS. Mas ao mesmo tempo tem isto tudo nas pessoas que vireram para cá de vários lugares do Brasil e do mundo. Ou aquelas que nasceram aqui e herdaram de seus pais tradições de vários lugares. Brasília é um território tão misto que inspira uma sonoridade sem localismos regionais pelo fato de conter todos os regionalismos. Por isto que o pop sem território funciona aqui. Aprendi com Brasília a não ser bairrista. Tem uma lado muito legal das bandas daqui que é a de se preocuparem com as letras, coisa que acho muito saudável, já que no Brasil ninguém se preocupa muito. E se é para criar pornohits, o funk carioca faz melhor. Se for para criar letras desencanadas, o axé faz melhor. E se for pra criar música româtica, os sertanejos fazem melhor. Se for para cantar em inglês, as bandas anglosaxônicas fazem melhor. Então qual seria o diferencial do rock brasileiro? Nenhum! Por isto ele está tão fora do imaginário nacional. Acho antiquada esta tese de letra jovem-guarda com estética brega como provocativa ou supostamente renovadora. No Brasil, trabalhar com idéias é confundido com cabecismo, o que é um grande equívoco. Por outro lado, tem que ser raso, ou imbecil, ou se preocupar com a nossa constrangedora realidade nacional. Pro infernos com estas noções! No álbum, duas músicas falam de cidades brasileiras, "Quentes tardes na África" e "Termômetro", só que elas falam mais da nossa crise ética do que uma denúncia ou da nossa suposta caridade sórdida.
 
O que mudou no cenário independente de Brasilia nos ultimos 10 anos?
As bandas são muito melhores. Nos anos noventa, a Divine existia soitária em meio a uma onda de hard core californiano de boutique com aquela manjada rebeldia de plástico que na vida adulta acabam virando funcionário público. Era uma cena muito reacionária.
 
Qual a melhor banda de Brasília?
Difícil, moço! Gosto muito de várias bandas. Mas a mais coesa é o Prot(o). O Pinduca é muito talentoso, além da banda possuir o supra-sumo do pop brasiliense que é baixista Pedro Ivo, o maior talento da cidade. Em outra extremidade, existe o Satanique Samba Trio que é muito foda. É Belá Bartók em um desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel. Outro cara bacana é o Nego Moçambique, que era da Oz, uma das bandas mais legais dos anos noventa na cidade. Mas gosto também do Club Silêncio, Mona Satélite, Disco Alto, Lucy and The Pop sonics, Sestine, Beto Só, Bois de Gerião, Hello, Crazy People, Watson, Casa de Farinha, Phonopop...
 
Brasília vive um bom momento para o rock local com bandas como Prot(o), Movéis Coloniais de Acajú, Sapatos Bicolores, entre outras. Você consegue imaginar a cidade novamente como pólo exportador de sucessos como na época do Capital, Plebe Rude e Legião Urbana?
Eu adoraria! Eu aho que a tradição pop aberta nos anos 80 sempre existiu. A cidade sempre teve um certo jeito muito próprio de fazer música. Mas, desde os anos 80, nunca a cena foi tão superlativa como agora e tenho certeza que se uma banda de Brasília ganhar visibilidade, ela leva junto bandas para todos os gostos. Outro dia, conversando com uns meninos de Curitiba pelo msn, escutei os caras dizerem uma coisa que me diexou muito feliz: "-Nós amamos o estilo das bandas de Brasília". Então tudo aquilo que foi feito nos anos 80 ainda existe no imaginário brasilieiro, é só jogar um fósforo que explode novamente. E acho que a cena está prestes a explodir.
 
Existe interação entre as banda de Brasilia e as de Goiania, que hoje é um dos principais centros de musica independente do pais?
Exite sim, o pessoal da Monstro são meus amigos e amigos da maioria das bandas. Amo o Fabrício Nobre. Na época do Divine, teve um momento que a banda tocava em Goiânia, bons momentos aqueles.
 
Sua antiga banda, o Divine, foi recentemente homenageada no novo disco do Prot(o) com a inclusão de uma música no disco. Como é acabar com uma banda que até hoje é lembrada com carinho por quem conheceu e ter que começar novamente do zero com uma nova banda e nova proposta?
É dificil, muito difícil! Toda separação gera dor. As histórias de amor sempre acabam. Mas já está tudo superado. Terminaram as comparações e os pedidos de músicas do Divine em shows. Na época do Divine eu não tinha a noção da coisa, de como as pessoas gostavam da banda. Outro dia, li em um jornal o Lobão falando que as melhores coisas de Brasilia era o Divine e o Detrito Federal. O Ricardo Brasília, um dj aí do Rio, me disse que a Divine teria que existir hoje, que a banda é para agora e não para dez anos atrás, mas para o momento existe a Superquadra que, digamos, é uma Divine lapidada.
 
No disco do Divine, há 10 anos atrás, vocês usavam musica eletrônica. No disco recente do Superquadra vocês também usam, mas de uma maneira mais consciente, relacionada com a música. O que mudou desde então?
Eu sempre gostei muito de música eletrônica: disco, tecnopop, acid house, Silver Apples, o "Never mind the bollocks..." dos Sex Pistols da minha vida foi o "Suicide" do Suicide e o "London Calling" do The Clash da minha vida foi o "Red Mecca" do Caberet Voltaire. Ao invés de uma melancolia do Joy Division, eu preferia The Fall, Talking Heads, Talk Talk, Associates e indie dance . Não foi necessário a onda clubber chegar ao Brasil, no início dos anos noventa, para travestirmos de clubber. Na adolescência, eu tinha vários amigos que estudavam Eletrotécnica e que amavam Kraftwerk e Ultravox. Eu era aberto para esta cultura. Só que na Divine o povo não gostava tanto de música eletrônica. A banda mantinha uma certa preferência por coisas tipo Nirvana ou The Stooges, e ficava aquele tesão muito interessante de guitarras, vocais soterados, samplers do Can e Jefferson Airplane, jungle, Chemical Brothers e outras coisas mais. Hoje acho que a banda já consegue entender que tudo é possibilidade, este ponto é crucial para entender a Superquadra. Demos um passo à frente, as possibilidades aparecem com a mesma força, não brigam, coabitam o mesmo espaço, é rock adulto, é rocktronica, é space dance. Mas nada impede da Superquadra tocar algumas músicas do Divine.
 
O que você gosta na música eletrônica atualmente?
Gosto muito do The Knife, da Suécia, do Burial de Londres, da Ellen Allien, das coisa lançadas pelo selo Kompakt da Alemanha, do John Aquaviva, do Digitaria de Belo Horizonte, do Ricardo Villalobos. Do The Rapture, Hard Fi, amo o LCD Soundsystem. Mas não largo Bob Dylan, Bruce Springsteen, The National, The The, Devendra, Bjork, Lou Reed, Caetano Veloso, Jeff Buckley, Hawksley Workman, os primeiros discos da Gal Costa, do Gand 90, das Mercenárias.
 
O que tem de especial nas garodas da Asa Sul, elas "se acham tão modernas" (trecho de " 2,3 baladas ")?
Elas são lindas! E existem de verdade. Eu ando muito com uma galera do mundo da moda. Toquei em vários desfiles de moda e conhecia meninas e meninos bonitos. Mas tinha uma menina especial que, por coincidência, mora na Asa Sul, e era a mais linda de todas na época. Para quem não conhece Brasília, a Asa Sul é o ponto mais movimentado da cidade, um misto de Higienópolis, Ipanena e Savassi. Urbana, movimentada e uma das partes mais antigas da cidade. Comecei a frequentar várias festas com esta menina e ela era ótima. Ficava sempre com os melhores meninos. Muitas vezes, quando chegava de manhã, na sua casa, sempre encontrava um bonito, que ela tinha fisgado na balada. Sempre os djs mais bonitos, era muito louca. Eu gosto da loucura dos dias atuais, que flui de forma muito expontânea fora do mundo do rock, transformando o Kiss o e Ozzy em peças antiquadas e reacionárias, legítimos representantes do Vaticano, o tempo é ingrato!
 
E, pergunta básica, o que você mais gosta de ouvir?
Coloquei uma listinha de umas músicas:
1- Brian Eno - By This River
2- Happy Mondays - Step On
3- Suicide - Frankie Teardrop
4- The Knife - The Captain
5- Can - Future Days
6- Love - Maybe the People Would Be the Times or
Between Clark and Hilldale
7- Plastikman - Plasticity
8- Nena - 99 Red Balloons
9- Afghan Wings - Crazy
10- Talking Heads - The Overload
05/05/2007
 
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Comentário dos leitores:

Acho que está havendo alguma coisa errada porque o SMD nao aumentou na fábrica continua sendo 1,40 com capa e tudo. Ë só se informar no www.portalsmd.com.br
joao marcos

Como informações de site são virtuais e não reais, confio mais no preço, de cada unidade que foi descrita na nota fiscal que possou da empresa. Então me caro João, os preços não são assim tão homogêneos, e estou falando de uma realidade que conheço em termos de práticas comerciais, e não em dados apresentados em sites de empresas...abs...bull.
Claudio Bull

joão marcos, não sei quando o senhor fez o smd de sua banda, mas quando o superquadra fez o disco deles, em novembro do ano passado, o smd já custava mais que isso. o valor da nossa nota é de r$ 1.567,62, o que dá mais de r$ 1,40 por smd com capa e tudo como o senhor diz. no nosso caso ainda tivemos que pagar r$ 500,00 (e fazer em brasília) pelo encarte, que se fosse feito pela cooperdisc (fabricante do smd) ficaria r$ 1000,00 mais caro. isso, como eu disse, foi em novembro do ano passado. há dois meses aproximadamente, orçamos um segundo disco com a cooperdisc, em smd, e o orçamento foi, sem frete pra brasília, de r$ 1.800,00. acho que o problema maior do smd é o preço final do produto, que é imposto pelo fabricante. afinal, quem já gravou, mixou, masterizou e prensou um disco, sabe que o custo total da produção supera os r$ 5.000,00 obtidos com a venda de mil smds. agora, se o senhor estiver correto, e houver sim alguma coisa errada com o que dizemos, por favor não hesite em nos ajudar a prensar nosso novo disco por r$ 1.400,00. agradeceremos muito sua ajuda. abraço.
zepedro gollo

Não mesmo! O SMD custa quase 2,00 reais a unidade. Sai muito mais em conta gastar 700 reais a mais para ter a mesma quantidade de CDs que gastar com o SMD que tem uma capinha muito tosca e uma péssima distribuição.
Fernanda Popsonic

Ta ai...era isso que faltava ao rock brasileiro. M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! Preferidas:Atlântico, 2,3 Baladas, As histórias de amor sempre acabam, Lua...ai adoro todas...rs =D
Emília

Pô, eu comprei o cd e na minha opnião, valeu a pena e muito!!! O Bull é o cara!! :P
Caio

Também amei o CD!!! Sou muito fã desses caras!!!
Andrea Patzsch

bom,queremos saber em que época o pop foi inventado ,estamos curiosissimas para saber
stefany e gabriela

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