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 No fim de 2000 o Smashing Pumpkins acabou por decreto. Seu líder, mentor e dono, Billy Corgan, decidiu que não valia mais a pena continuar com a banda e deu declarações dizendo que estava cansado da industria fonográfica da época, que promovia bandas montadas e deixava as outras de lado. Depois de apenas um ano Billy Corgan montou um novo grupo, chamou o baterista do antigo smashing, a baixista do A Perfect Circle e os guitarristas do Chavez e Tortoise e começou a tocar em bares com o nome de Zwan.
Finalmente no inicio de 2003, quase um ano e meio depois da formação da banda, eles gravaram um disco, "Mary star of the sea". O mercado fonográfico não mudou muito, as boy bands se separaram mas seus integrantes seguem em carreira solo já um pouco desgastadas, a única diferença é a sensação no ar de espaço para uma novidade. O álbum deixa claro que Corgan era o Smashing Pumpkins, e que não vale a pena esperar por uma banda completamente diferente, o Zwan não é esse sopro de criatividade que o mercado precisa.
Apesar disso, uma coisa fica muito clara quando se escuta o disco, ele é pura diversão. Não existe mais aquela aura depressiva que marcava o Pumpkins. As melodias são ensolaradas e os hits são os com maior potencial radiofônico desde Mellon Collie, o "album duplo mais vendido da história". Algumas músicas lembram o disco Siamese Dream, mas não são copias, são canções novas e originais onde é visível a presença do grande Corgan. Honestly é uma dessas músicas. Suas guitarras remetem ao disco de 1993, mas o prazer perceptível no vocal, o clima "up" e o clip engraçadinho que circula pela MTV são novidade. El Sol é a minha escolhida para melhor do disco. Grande riff, grande refrão e até um daqueles  momentos em que todos instrumentos param, só ficando o vocal e a bateria, deixando brexa para o público nos shows cantar junto batendo as mãos. A canção é síntese do disco, do novo Corgan e da banda até agora.
O disco tem muito mais, os momentos de melancolia estão presentes, mesmo que breves, e farão os fãs do Pumpkins se sentirem ainda mais em casa. No geral o disco vale a pena do inicio ao fim, pelos grandes músicos, pelas grandes músicas, por toda alegria e bem estar que transmite. Assim a mega-banda transmite sua mensagem e cumpre seu papel, provando que música pop radiofônica pode sim ter qualidade. Corgan está de volta e mais uma vez mostra sua importância. 19/10/2003
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