A discografia do mestre
Por: Nil Castro
 
 
Miles Davis foi a personalidade mais poderosa da história do jazz. Além de um grande trompetista, foi também um líder, um “ímã” a qual outros grandes músicos do jazz foram atraídos. Aqui vai uma lista com os principais discos da enorme discografia do trompetista que foi o fundador do cool jazz, do jazz-rock e da fusion.
- Relaxin´, Working´, Steamin´ e Cookin´: gravados pelo Miles Quintet, quinteto liderado por Miles e formado pelo saxofonista John Coltrane, pianista Red Garland, o contrabaixista Paul Chambers e o baterista Philly Joe Jones. Tantos talentos só poderiam resultar na melhor série de discos de jazz já lançada; e foi o que aconteceu.
 
 
 
 
 
 
 
 
- Milestones: Gravado quando Cannobal Aderley entrou para o quinteto.
- Kind of Blue: Quando Red Garland foi substituído por Bill Evans e Jones cedeu lugar a Jimmy Cobb, este disco atingiu grande sucesso comercial, apesar de não nada superior aos anteriores.
- Miles Smiles, Sorcerer e Nefertiti: Com uma formação nova do sexteto, com George Coleman (sax tenor), Herbie Hancock (piano), Ron Carter (Contrabaixo) e Wayne Shorter (sax tenor).
- Birth Of The Cool, Porgy and Bess e Sketches of Spain: Três obras primas com uma orquestra sob a direção do grande arranjador do jazz, Gil Evans. Os dois primeiros são talvez o que Miles fez de melhor.
 
 
 
 
 
 
 
 
- In a Silent Way e Bitches Brew (1969) - Miles vai se aproximando do Jazz-Rock com o primeiro deles, tendência que se concretiza definitivamente com o excelente álbum duplo Bitches Brew (com destaque para a participação do guitarrista John Mclaughlin).
- Live Evil (1970): Seguindo a linha do chamado jazz rock, Miles contou para a gravação deste disco com a participação fundamental de dois brasileiros, Hermeto Pascoal (percussão e bateria e piano e voz em algumas faixas) e Airto Moreira (percussão). De Hermeto Pascoal são duas composições dentre as oito músicas do álbum: Little Church (ou “Capelinha”, como é conhecida entre nós) e Nenhum Talvez.
- Dark Magus, Mellow Miles e Doo Bop: Nestes discos, gravados durante as décadas de 70 e 80, Miles inicia uma nova fase, diferente do jazz-rock, que incorpora elementos do funk e do hip hop numa síntese de qualidade um tanto duvidosa.
- Bird and Miles e Miles & Quincy Jones: No primeiro Miles, em uma das primeiras gravações, toca ao lado do igualmente trompetista Charlie Parker; no segundo, junto ao trompetista/pianista/arranjador Quincy Jones. Bird and Miles é um documento obrigatório do jazz, por juntar dois de seus grandes trompetistas, de diferentes gerações.
22/02/2004
 
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Comentário dos leitores:

Não sabia que Charlie Paeker tocava trumpete...
Salvador

Acho que o disco duplo Dark Magus, gravado ao vivo no Carnegie Hall em 1974, não pode ser tratado como sendo de qualidade duvidosa. Muito pelo contrário, este é um álbum sensacional e de uma qualidade fora de comum, já que nele vemos um Miles inspirado e soturno, executando composições que ultrapassam os limites do jazz, jazz-rock, funk e fusion.
Marcio

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