Alana Davis - Surrender Dorothy
Por: Eddie Schäfer
 
 
Filha de um pianista e uma cantora de Jazz, Alana Davis viveu cercada de música desde criança. Seu primeiro disco (Blame It on Me, 1997) foi considerado um dos cinco melhores lançamentos daquele ano, segundo a revista Time. O single "32 Flavors", um cover de Ani DiFranco, colocou-a nas paradas da Billboard e lhe rendeu um convite para o Lilith Fair - concerto que entrou para a história da música por reunir exclusivamente cantoras e compositoras.
Dona de uma voz suave e um violão de arranjos impecáveis, Davis está prestes a lançar o seu terceiro disco - Surrender Dorothy - e dá uma entrevista para o PoppyCorn comentando a carreira, o novo projeto e música brasileira.
 
 
PoppyCorn --> A primeira vez que ouvi falar de você foi em 1997, quando liguei na MTV e lá estava sua música "32 Flavors". O que você sente por esta canção?
Alana Davis: Bem, foi meu primeiro single a ser lançado, então sempre o lembrarei de uma forma especial. Algumas pessoas tiveram uma idéia errada de mim, achando que eu não escrevia minhas canções. Gosto de gravar música de outras pessoas, mas também de escrever a minha própria. Possivelmente, meu novo disco expressará este meu lado. Há dois covers... não posso evitar isso, algumas canções precisam ser cantadas de novo e de novo.
 
PoppyCorn --> Com um pai pianista e uma mãe cantora, como eles estão em sua música?
Alana Davis: Meus pais estão presentes em toda a música que faço. Minha mãe em minhas letras e frases, meu pai nos acordes e estrutura dos ritmos. É mais ou menos dessa forma que os escuto em mim.
 
PoppyCorn --> Que músicos a influenciaram?
Alana Davis: Suponho que tudo que escutei me influenciou, de certa maneira. Stevie Wonder e Joni Mitchell vêm como influências principais. Ainda há minha paixão por música reggae, que me influenciou a vida inteira, como: Bob Marley, Steel Pulse e The Abbysinians. Continuo aprendendo com estes artistas.
 
PoppyCorn --> Em 2003, a Sony escolheu você para cantar a música "Carry On", originalmente do Crosby Stills and Nash´s, em um comercial a ser exibido durante o Super Bowl. Acredito que você ganhou novos fãs e convite de outras gravadoras. Por que você decidiu criar seu próprio selo [Tigress] durante este período?
Alana Davis: Para mim foi uma nova forma de expor minha voz para novos ouvintes. Nunca procurei ser uma artista da Sony, para eles minha única intenção era gravar a música. Eu tinha idéias de seguir meu próprio caminho. O interesse das gravadoras deu-me confiança e ajudou na inspiração para realizar as coisas do meu jeito.
 
PoppyCorn --> Agora em sua própria gravadora, você: é mais flexível com seu trabalho ou precisa ser mais severa consigo mesma?
Alana Davis: Ao mesmo tempo é mais fácil e difícil. Tenho mais decisões a tomar e muitas relacionadas à minha carreira. Porém, estou aprendendo este processo. Mesmo que difícil, prova que está valendo a pena... estou excitada para saber o que o futuro me guarda.
 
PoppyCorn --> Seu novo disco Surrender Dorothy está para ser lançado em fevereiro, nos Estados Unidos. O que as pessoas podem esperar?
Alana Davis: Boa música!!!
 
PoppyCorn --> Poderia explicar o nome Surrender Dorothy?
Alana Davis: Bem, Dorothy representa a garota que uma mulher procura ser, uma imagem, um ideal, para falar... estou a rendendo em meu benefício. Penso que a honestidade e o renascimento são partes importantes da vida. Para mim este disco é a fase um.
 
PoppyCorn --> Como você diferencia seus três trabalhos?
Alana Davis: Bem, acho que são diferentes como uma pessoa que amadurece. Assim acontece com suas experiências e expressões. Nunca tive liberdade artística até agora, apenas alguns momentos. Penso nos discos como fotos da jornada de uma vida. Espero fazer muitos outros.
 
PoppyCorn --> Alguma canção favorita em Surrender Dorothy?
Alana Davis: Provavelmente, a última antes da faixa bônus, "Stay". Gravamos sem a intenção de colocar no disco. Ela evoca a sensação que tive quando a escrevi. Sinto-me muito bem em relação à gravação. Honestamente, amo o disco inteiro, algo que nunca tive a oportunidade de dizer no passado.
 
PoppyCorn --> E suas favoritas dos discos anteriores?
Alana Davis: Gosto de minhas melodias, naturalmente, porque são pessoais para mim... sempre irei amar "Blame it on me", esta é uma melodia especial, e "Weight of the world". Do disco anterior [Fortune Cookies] "Save The Day" e "Easy to Love" são minhas preferidas. Ainda tenho satisfação em escuta-las e tocá-las.
 
PoppyCorn --> Suas letras são autobiográficas?
Alana Davis: Geralmente, minhas letras são autobiográficas. Ocasionalmente escrevo sobre a vida de alguém que gosto, minha perspectiva sobre o assunto e do mundo. Definitivamente a vida estabelece os tons para a composição. Os sentimentos e os pensamentos são partes de minha música quando provocados.
 
PoppyCorn --> Você tem conhecimento de música brasileira?
Alana Davis: Amo música brasileira, acredito que há muita coisa que ainda não ouvi. Sou uma escrava de ritmos e seu país possui cantores com o pulso da vida. Sergio Mendes está em minha coleção, assim como Marcos Valle e Tom Jobim. Bebel Gilberto possui uma voz adorável, mas há muitos artistas que desconheço. Gostaria de ouvir mais... oh, e quem poderia viver sem o samba!
 
PoppyCorn --> Que canção descreveria Alana Davis?
Alana Davis: Hmmm... pergunta interessante. Creio que eu tenha muitas facetas, muitas canções poderiam me definir bem, mas não consigo pensar em uma!
 
PoppyCorn --> Há algum músico com quem gostaria de trabalhar?
Alana Davis: São tantos que nem sei por onde começar. Estou interessada em trabalhar com músicos de várias culturas. Brasileiros, jamaicanos, africanos... algumas sugestão?
 
PoppyCorn --> Alguma mensagem para os brasileiros? Podem esperar uma turnê?
Alana Davis: Espero que sim... não tenho planos de ir ao Brasil, mas com uma grande demanda e se vocês gostarem do novo disco, irei amar fazer esta viagem. Sempre quis conhecer o Brasil. As cores, a cultura, a música, a arte... estou pronta!
 
Mais informações sobre Alana Davis, podem ser encontradas no site oficial da cantora.
13/02/2005
 
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Comentário dos leitores:

Mulher sensacional! Tenho todos os cds!
Ana Miranda

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