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Pode não parecer, mas o Pablo é bastante contraditório. Indie que não dá bola para os hypes. Punk com pouquíssima atitude. Nerd que não curte nerdices. Otaku que não gosta de Cavaleiros do Zodíaco. Mal visto na sua Bikas City natal, conduta exemplar na Juiz de Fora onde estuda e trabalha. O mais esquisito de tudo, alguém que formou seu apurado gosto musical ouvindo rádio, seja através de lampejos de alguma rádio rock, ou através de programas de flashback cheirando a poeira. Apesar disso, ele se diz simples e bem fácil de se entender, além de imune às leis de Murphy. Ah, então tá!
A propósito, ele está saindo do mesmo celeiro de importante parte dessa revista eletrônica: o curso de Ciência da Computação da UFJF, onde, ao contrário do que ele dizia esperar, aprendeu a viver com mais paixão e menos racionalidade. Até hoje, há quem comente os papos ininteligíveis sobre música que ele e seu chefe Jairo travavam vez ou outra. E até hoje, há quem tente entender o porquê de tanta paixão dele por música. Para esses sujeitos, Pablo sempre recomenda uma audição de Boys Don’t Cry, aquela do The Cure. Será que é mesmo tiro e queda, conforme ele diz?
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