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Esse perfil ficou estagnado durante uns bons pares de meses porque simplesmente não consegui sentar para escrever algo sobre mim. Porém, como se trata de um site de um grande amigo, decidi enfrentar o desafio e rabiscar algumas linhas para este espaço. Então, vamos lá. Meu nome no registro de nascimento é Ana Paula. Muito prazer! Nasci em Caruaru, capital do agreste pernambucano. Meus pais moraram em oito residências naquela cidade, seis delas na mesma rua.
Um dia eles cansaram de tanta mudança, fizeram uma poupancinha (aquela do Saci, lembram?) e deixaram Caruaru para ocupar um espaço na Veneza Brasileira, onde toda a família paterna morava (a família materna é de Penedo, em Alagoas, mas a minha mãe nasceu em Feira de Santana, na Bahia). Qualquer semelhança com os nômades não é mera coincidência. Eu gosto de viajar muito.
Eu quase não tenho discos. Mas contrariando o que diz Nick Hornby, em Alta Fidelidade, eu posso ser levada a sério, mesmo sem ter cinco centenas destes objetos. Mas os que tenho aprecio em demasia, assim como os meus livros. Não posso falar de escritor preferido porque ainda não li uma variedade suficiente de autores para dizer quem me toca mais o coração. Tenho muitos livros de poucos autores. Mas tudo começou com Monteiro Lobato...
Falta o que, então? Cinema. Cinema é complicado. Pula essa parte. Cartas. Adoro escrever cartas. Tive mais de cento e cinqüenta correspondentes. Hoje deve sobrar umas quarenta pessoas de todo o mundo. Aprendi muitas coisas, ao longo destes anos, com todos eles.
Bom, de resto eu dediquei alguns anos da minha vida para as artes cênicas, artes gráficas e os esportes. Artes gráficas eu ainda aprecio e gostaria de ter mais tempo para cuidar disso. Mas algo que me balança, além disso, é astronomia e as ciências em geral. Passei uns seis anos passeando pelo curso de engenharia civil, depois ia mudando para cartográfica, mas no meio do caminho decidi que bom pesquisador é jornalista e aqui estou. Se eu quero chegar a algum lugar? Quero sim. Escrever pra Nature seria de bom tamanho. Se isso é um delírio, o futuro é quem vai dizer...
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