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Bate-pronto
Personagem: Thor, deus do trovão ou Netuno, senhor dos mares?
Suco: Melancia com Limão
The: Beatles, Wonders, Pretenders, Cents, Animals, Who
Trilha sonora: A que estou bolando desde que terminei o mestrado
Comida: Pastel de palmito de jaca do Vale do Capão
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Este rapaz veio do semi-árido, de um local onde não choveu por quase 3 anos, alimentado com carne-de-sol e farinha (brincadeira, foi com leite mesmo,mas ele "come com farinha"). Quando a água veio, foi festa na cidade fincada nos arredores da Chapada Diamantina. Nada mais que um retirante nas estatísticas das grandes metrópoles. Tem o mar como a sua grande cachaça e uma coragem imensa de viver utopicamente na esperança para o mundo e as pessoas. Um ser que vive a analisar tudo e todos de forma inquietante, principalmente a si mesmo. Neste ponto, tem "a caverna de Platão" como sua referência máxima, chegando sempre à mesma conclusão: “Somos o que somos, inclassificáveis” (Arnaldo Antunes). As vezes fala demais, as vezes é considerado tímido. Atualmente vive com o disfarce de professor e analista de sistemas, mas o rufar do tambor que soa dentro de si não deixa enganar. Redescobrir tudo aquilo que a sociedade lhe negou tem sido o seu cotidiano atual.
Após mais de 4 anos morando longe da família, pode ser considerado um cozinheiro razoável: moquecas, maxixada, quiabada e até prato japonês (ainda bem que existem chamadas inter-urbanas!). Não consegue viver sem música, incapaz de viajar com menos de 15 cds na mochila, com um gosto completamente eclético: de Naná Vasconcelos a OffSpring, de Lampirônicos a Jorge Cabeleira, de Manu Chao a Mettalica, de Rage Against the Machine a Bezerra da Silva, de Adelmário Coelho à Voz (Frank Sinatra ), de DJ Dolores a Shelter, de Smash Mouth a IlêAyê, de Moraes Moreira a Muddy Waters, de Arnaldo Antunes a BeastieBoys, tem procurado aprofundar-se cada vez mais neste universo, recuperando o tempo que se foi. O gosto pela leitura brota cada vez mais timidamente (prefere Clarice, Gabriel Garcia e Jorge Amado), embora consuma as revistas OCAS compulsivamente. Mas o que realmente o contaminou no Rio de Janeiro foi o cinema, sendo encontrado facilmente nas estações cariocas (ou soteropolitanas, quando lhe é permitido).
Alguns o consideram uma pessoa serena, mas não sabem da vida corrida que possui, da mente inquieta que tudo observa, capta, registra, analisa, sonha, divaga ... Talvez por isto admire e precise tanto de fotos: tudo deve ser registrado para ser analisado e apreciado. Só não teve dinheiro ainda para comprar uma câmera digital. Por isto, está aceitando qualquer tipo de doação para adquirir este brinquedinho. Segundo ele, Carnaval é bom, mas São João é o que há!
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